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Celular ao volante prejudica atenção dos motoristas
Celular ao volante prejudica atenção dos motoristas

Estudos científicos já comprovaram que o motorista tem dificuldade em fazer duas coisas ao mesmo tempo, como dirigir e falar ao telefone

Quando dirigem e falam ao celular ao mesmo tempo, seja usando as mãos ou um fone, os motoristas tendem a tomar decisões piores, contribuem para um trânsito lento e acabam aumentando o tempo do percurso.
Essas são algumas das conclusões apresentadas por pesquisadores norte-americanos na reunião da Associação Psicológica Americana, em Nova Orleans. Na ocasião, diversos estudos sobre o tema foram apresentados, em resposta à perspectiva de que o hábito cresça entre os norte-americanos.
Dados da Administração Nacional de Segurança de Tráfego nas Estradas, de 2005, mostram que, em qualquer hora do dia, cerca de 8% dos condutores nos EUA estão falando ao celular enquanto dirigem.

Distração
Testes realizados em simuladores com cerca de 500 adultos e mostrou que os desvios de atenção não são diferentes quando se usam fones de ouvido ao invés de segurar o aparelho com as mãos.
Outra conclusão diz respeito às conversas com passageiros. Apesar de também causar distração, falar ao telefone móvel enquanto se guia um carro é pior.
Alguém que também esteja no carro pode alertar o motorista caso veja algo que ele deixou passar. Além disso, o passageiro deve perceber quando a distração estiver atrapalhando o condutor e parar de falar.

Conversas emocionais
Com o celular, é diferente. Ao usar o aparelho, a atividade cerebral do motorista necessária para manter a atenção visual na pista é reduzida e ele tem maior tendência a não assimilar direito o que vê.
As conversas que mais tiram a atenção dos condutores são as emocionais e, em especial, as tristes. Além disso, foi observado que as pessoas tomam decisões com menos critério quando estão distraídas pelo celular.
Vale lembrar que o nosso cérebro tem uma capacidade limitada de atenção, de forma que qualquer atividade paralela que absorva a atenção do motorista, como é o caso do celular, deve ser vista como prejudicial.

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